terça-feira, 18 de setembro de 2012

Palco da Vida



A cada novo amanhecer, descerram-se as
cortinas, para que eu possa escrever uma
nova página e tão somente eu, é que serei
responsável para encenar e viver a peça
que é exclusiva da minha vida.


O espetáculo começa logo que acordo,
fazendo dele suas primeiras linhas do ato e,
que por ele, conduzir toda minha trama
e assim, darei meu próprio sentido de
como deverei representar.


Sou único e protagonista da minha
própria arte, da qual depende apenas
e exclusivamente saber dirigir o espetáculo,
no qual apresentar a cada
momento dos fatos cotidianos.


Preciso aprender a contracenar em
todos os momentos da vida, para que
minha performance seja sempre real,
porque não tenho tempo de fazer qualquer
ensaio, neste que é o Palco da Vida.


Celso Ant. Dembiski

Tua Silhueta



Ao ver-te tua silhueta em sonhos
meus pensamentos voam alto
libertos na mais pura imaginação
trazendo-me tão belas recordações.


Aquele silêncio inerte que estava
já me faço em comportamento agitado
das mais loucas lembranças vividas
foram construídas por tão belas emoções.


Nesse voluntarioso presente recebido
meus desejos vão além do prometido
onde, apenas eu, posso agora lê-los.


Como em uma batalha que travo
busco respostas nesta silhueta que vejo
você, que me fez único e eterno amante.


Celso Ant. Dembiski

Folhas Secas




Sobre um mar de folhas secas caídas
que se formam como ondas coloridas
por todo caminho em que passo
até onde meus olhos conseguem enxergar
mostram apenas uma fase da vida.

Nas belas tardes de sol se pondo ao fundo
onde o reflexo expressa grande pureza
as folhas como madeixas largadas
que o vento teima transporta-las de lugar
formando montes e nichos da natureza.

Em meus olhos vislumbro tanta beleza
que mesmo espalhadas em qualquer canto
causam a impressão fantástica da vida
que exprimem nos ares desse mar de folhas
largadas feito um tapete a ser contemplado.

Já não são mais fortes em verde viscoso
agora fraquejadas em cores pardas amareladas
desmancham-se no farfalhar já sem vida
cumprindo mais um dos seus ciclos obrigatórios
para renovação do solo, as folhas secas caídas.


Celso Ant. Dembiski