quarta-feira, 24 de março de 2010

Deixar Acontecer



Embale-me outra vez
vamos rodar o salão
dê-me sua mão
guia-me na tua alegria
esqueça-se do tempo
deixa ele transcorrer
o que nos importa
se lá fora chove
ou se está fazendo frio
estamos nós aqui
fazendo a vida acontecer
embalados pela canção
querendo rodar pelo salão
no embalo das melodias
esquecendo-se da vida
sem se importar
com o tempo
aqui dentro ou lá fora
que está a passar
vamos continuar a dançar.

Celso Ant. Dembiski

terça-feira, 23 de março de 2010

Batalha de Amor



Das batalhas que travamos
a maioria delas na cama
entre colchas e os lençóis
um emaranhado é que fica
com os lençóis amarrotados.

Numa busca tão frenética
mãos ávidas que procuram
sentir a pele toda macia
em cada toque mais ousado
o corpo ficando arrepiado.

Em cada palavra sussurrada
os desejos se aguçam
acendendo um fogo intenso
querendo assim saciar
nas entranhas que queimam.

Nos desejos mais loucos e insanos
saciamos o nosso intenso prazer
extasiados pelas deliciosas caricias
entregamo-nos inteiros por amor
em mais uma batalha entre os lençóis.

Celso Ant. Dembiski

Quero um Amor



Quero um amor
que seja puro
que não tenha segredos
venha a ser precioso
por ser transparente
sem qualquer medo
assim me faz seguro.

Quero um amor
que guarde silêncio
dos momentos tímidos
e arroubos destemidos
desse amor expandido
do olhar penetrante
que nos faz tremer por inteiro.

Quero um amor
por quem eu viva
sem nenhuma intriga
seja companheiro, solidário
de total cumplicidade
sem medo da verdade
dos olhares íntimos trocados.

Celso Ant. Dembiski

segunda-feira, 15 de março de 2010

Amor Perdido no Tempo



Eu sei que gostaria de voltar
recuando um passo no tempo
buscar aquele antigo amor
que me era tão acessível
quando eu, ainda era namorado
nele existia muita cumplicidade
querendo para sempre, juntos estar
por um amor que era extasiante
e tudo parecia ser possível
pelo prazer que ali existia
vivendo cada um no seu canto
tudo era superado facilmente
mas, isto foi antigamente
por que depois de algum tempo
casados por muitos anos
tudo se transformou em rotina
escassas ficaram as saídas
já não éramos como amantes
que em todos nossos instantes
aproveitávamos muito bem à vida
mesmo juntos, nossa convivência mudou
a negligência particularmente foi dela
e da minha parte não nego também
apenas deixamos o tempo passar
e aquele amor ficou para trás
com saudades de um dia ele voltar.

Celso Ant. Dembiski

Que Nome Tem!



Ah! Essa minha alma
será que tem nome!
se tem, isto eu não sei
quem dera, eu soubesse!
para que nada impusesse
sobre as alegrias do amor
nas tristezas da vida
vivenciando um puro sabor.

Ah! Essa minha alma
será que tem nome!
em minha doce vida
que eu penso ser pura
sem qualquer maldade
carrego em meu peito
a chama da paixão
em momentos tão meus
que eu busco conhecer.

Ah! Essa minha alma
será que tem nome!
onde é que você se esconde
com que forma, isto não sei!
vou continuar te procurando
nos cantos mais escondidos
também, nos olhos de alguém
quem sabe possa eu descobrir
o nome que minha alma tem.

Celso Ant. Dembiski

Ausente se Faz



A você que ausente se faz
eu não sei por qual motivo
vivemos vidas tão diferentes
cada qual com seus problemas
sentimos falta um do outro
que tantas coisas me fazem pensar.

A você que ausente se faz
que mesmo estando distante
os corpos físicos não se encontram
só que nos nossos pensamentos
fazem-se tão presentes
que é difícil de nos esquecer.

A você que ausente se faz
vive em busca dos teus sonhos
lutando com unhas e dentes
por vezes esquecem da gente
tamanha são as dificuldades
que fazem a nos afastar.

A você que ausente se faz
que também chora sozinha
por vezes querendo desabafar
mas, a solidão que a impede
a isola cada vez mais
não querendo o outro atrapalhar.

A você que ausente se faz
espero mais cedo poder reencontrar
matando todas as minhas saudades
que fazem bem ao meu coração
alimentando os belos sentimentos
quando novamente pudermos nos falar.

Celso Ant. Dembiski

sábado, 6 de março de 2010

Sem Medo da Noite



Por vezes torno-me notívago
não por medo da noite que cai
e sim, pelo gostoso silêncio
deixo levar-me pelos pensamentos
que loucos me fazem parecer
perambulando nos sonhos diversos
divago assim, noite adentro.

Sinto que minha alma flutua
como as mais densas nuvens
que buscam algo querer encontrar
nas entranhas de um novo Mundo
perscruto palmo a palmo seu linear
nos sonhos dos loucos pensamentos
estou eu nas noites a divagar.

Buscando em cada recanto da noite
um cantinho para poder assim ficar
analisando todos os meus pensamentos
pelos quais, minha noite estou a passar
vivenciando cada segundo adentro
como são meus verdadeiros momentos
sem medo do silêncio que a noite faz.

Celso Ant. Dembiski

Chuva Fria



Por vezes vejo
na tarde fria
o vento forte
trás consigo
a chuva fina
na vidraça respinga.

Neste triste tempo
o sol sumiu
tirando o brilho
sem esperança
da chuva fria
parar de molhar.

Sem força rolam
lavando a vidraça
que sem graça
gotas de pranto
som lágrimas de alguém
tristes vem escorrer.

À tarde se vai
com a chuva fina
que fria cai
tudo molhando
o vento espalhando
por todo lugar.

Celso Ant. Dembiski

Poetar do Poeta



No poetar de um poeta
os sonhos são suas dimensões
de tanto que arquitetam
traçam novos destinos
seguem o rumo das almas.

Poucos são os que acreditam
nas palavras do insano poeta
no compromisso de suas inspirações
relatam as cenas mais loucas
que poucos sabem aceitar.

Talvez nestes exagerados sentimentos
os chamam de loucos mentirosos
que inventam tudo o que querem
destes sonhos que só eles enxergam
e descrevem com o fascínio da alma.

Neste simplório jeito de poetar
o poeta alcança todas as almas
dentre aquelas até mais sofridas
que quando leem seu escrito
se enxergam neste poetar do poeta.

Celso Ant. Dembiski