quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Apenas EU



Neste Mundo em que vivemos...

Quero ser apenas EU
nada querendo mudar
tentar ser feliz como sou
sem medo dá vida enfrentar.

Quero ser apenas EU
rir feito criança
das mais simples lembranças
como escorregar na poça d’água.

Quero ser apenas EU
poder chorar em meu canto
sem que ninguém incomode
minhas lágrimas descerão livremente.

Quero apenas ser EU
que também sofre de amor
enfurnado dentro de casa
sem vontade de mostrar a cara.

Quero ser apenas EU
não impor nada a ninguém
porque eu não aceito também
cada um seja seu próprio Ser.

Celso Ant. Dembiski

O Peso das Palavras



 Toda palavra tem seu peso
tudo depende de quem fala
como também de quem escuta
há palavras que pesam
que até parecem pedras
quando atiradas até ferem
se tornando em grãos de areia
esfarelam-se como poeira
mesmo assim, ainda incomodam
por isto é que magoam
para alguns, até cor criam
tamanha é a aspereza dela
e como tudo que vai, também volta
depende apenas de quem responder
com quais sonoras letras vai responder
em púrpuras cores de rancor
ou belas letras de puro amor
que não pesam ao serem proferidas.

Celso Ant. Dembiski

Recordando os Porquês



Como é bom recordar
até parece nostalgia
quem por isto nunca passou
se não foi assim
é porque apenas vegetou
são arquivos da memória
que agora veio me satisfazer
faço questão de não esquecer
os porquês que eu respondia
que meu filho perguntava
por sua inocência fazia
sem saber da maldade que existia
respostas frias e calculadas
para não deixar qualquer dúvida
mesmo assim, não ficava claro
ele buscava todo aprendizado
das novidades que desconhecia
sua inteligência se aperfeiçoava
nos porquês das perguntas
esperava por belas respostas
retrucando na ponta da língua.

Celso Ant. Dembiski

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O Peso da Minha Cruz



Momentos dolorosos todos temos
uns mais que outros
instantes de perdas dolorosas
que até parecem sangrentas
mesmo sem sangue escorrer
é sinal de luto e muita dor.

Momentos que dificultam o caminhar
o peso que se carrega nos ombros
muitas vezes não conseguimos suportar
não temos a devida força
nem mesmo a de se sustentar
precisando de um apoio para se encostar.

Momentos que perdemos a fé
por acharmos que estamos sendo punidos
que não merecemos sorte melhor
atordoados pelos acontecimentos fatais
deixando-nos frágeis e vulneráveis
e os nervos a flor da pele.

Momentos de silêncio que maltrata
dilacerando no peito todos os sentimentos
na revolta de não querer aceitar
dos conflitos internos por qualquer perda
fazendo com que o peso desta cruz
seja somente EU parar poder carregar.

Celso Ant. Dembiski

Escalada da Vida



A nossa vida é como escalar uma montanha, e a cada passo que for dado, ele precisa ser bem medido, calculado e estudado.

Para que não tenha que olhar para trás e achar que nada valeu a pena. O sucesso desta escalada, está em saber que terá muitos obstáculos e, cada um deles devera ser feito com toda segurança.

Assim é a escalada da nossa vida, buscando ultrapassar um obstáculo de cada vez.

Celso Ant. Dembiski

Imaginação



A imaginação
por vezes nos sacaneia
num instante
vislumbramos uma imagem
no outro
já não distinguimos mais
não adianta querer voltar
a imagem se apagou
quem sabe noutra hora
reviva novamente.

Assim, também são as palavras
que vem nos pensamentos
um segundo de distração
e tudo já era
quem dera conseguir lembrar
podemos por tempo
ficando a martelar
e nada de recordar.

Celso Ant. Dembiski

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Minha Janela



Em minha janela
é o dia que se apresenta
com os raios que adentram
iluminando todo meu ser
com a alma toda pura
deixarei livres meus pensamentos
para conceber em minha alegria
o desejo dos meus sonhos
esse amor que trago no peito
loucamente querendo compartilhar
daqueles que de mim quiserem
podem se aproximar sem medo
para que assim eu possa
em todo momento renovar
parte deste grande amor
deixando que a luz adentre
iluminando meu peito ardente
e a janela da minha vida
possa estar sempre aberta.

Celso Ant. Dembiski

O Tamanho do Amor



O quanto eu amo
não sei dizer
só sei que amo
sem saber medir
não creio que exista
um medidor de amor
já não sei dizer
nem o que pensar
só tenho uma certeza
não importa o quanto diga
vou continuar a amar
desse amor só eu sei
o que me importa
o tamanho que tem
grande é o que sinto
o quanto eu amo
e isto só eu sei.

Celso Ant. Dembiski


Sensibilidade não tem sexo
é como a flor que desabrocha
penetra na alma que se desnuda
transbordando as melhores sensações
sempre espalhando esperanças
da vida incomum
recrutando informações
para distribuir em sorrisos
demonstrando alegria ou tristeza
na simplicidade que se mostra
coloca-se com sabedoria
na vida de qualquer um.

Celso Ant. Dembiski

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Minha Busca



Quantas vezes
busquei palavras
que certas, achava
para algo falar
daquilo que sentia
mas, o medo imperava
tinha tanto receio
me retraia
ficava assim
encabulado
acabava eu
nada dizendo
daquilo, que pensava
morria, mas
não no esquecimento
seguia eu
como podia
por vezes
até ensaiava
vivia procurando
por palavras belas
que eu, no peito
as alimentava
como sementes
esperando apenas
por elas germinar
para poder
assim falar
o quanto é importante
do amor que tenho
guardado no fundo
dentro do peito
até um dia
eu realmente
encontrar-te.

Celso Ant. Dembiski

Paz e Reflexão



Que este dia tenha sido
de muita Paz e Reflexão
afastando as sombras
que por vezes se aproximam
acendendo a chama de Luz
que habita o nosso coração
trazendo muito mais alegrias
fortificando os sentimentos do amor
buscando naqueles que se foram
fortalecer todas as esperanças
tendo a Fé como sua força
glorificar nas preces deste dia
todo amor que temos no coração
por aqueles que já morreram
e ainda, por aqueles que aqui estão.

Celso Ant. Dembiski

O Amor Morreu



Em mim morreu aquele amor
que um dia me fez feliz
deixava-me tão extasiado
porque sentia ser compartilhado.

Tinha sonhos a realizar
uma nova vida a conquistar
de tantos desejos que eu tinha
num amor que apenas eu vivia.

Meus caminhos foram modificados
por razões do simples destino
que de forma torpe e cruel
entristecem meu pobre coração.

Tudo de bom que em mim existia
virou tudo em sofrimento e dor
foi para mim um grande tormento
em pedra meu coração se transfigurou.

O tempo transformou os meus dias
arrancando do peito o ódio e rancor
também fez morrer aquele amor
nascendo no peito uma nova vida.

Celso Ant. Dembiski