sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Retribuir seu Amor




Como posso eu ficar brabo
se, das tuas mãos tenho afagos
não me importa se deixam rabo
pessoas que só fazem estragos.

É desta forma que vou à luta
dando amor a quem me acompanha
à frente tenho uma grande labuta
que para meu ser é apenas façanha.

Minha arma é a minha palavra
com a qual eu posso fazer acontecer
discursar ou discutir sem ter que temer.

Batalha que travo todos os dias
doando-me sem medo e nenhum rancor
sabendo que posso retribuir seu amor.

Celso Ant. Dembiski

Sou Livre




Sou livre, bem liberto
não prendo, não uso grilhões
sou único, dono de mim
me doo, tudo compartilho
sem medo, sigo em frente
olhos atentos, vejo adiante
apenas desnudo, meu coração
pulsa ardente, todo velado
sem encenação, até esmorecer
pelo amor, ali incrustado
precisando brotar, para florir
sou livre, despido até a raiz.

Celso Ant. Dembiski

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Silêncio do Meu Espírito



O silêncio tanto me envolve
por um tempo tão infinito
que ao longe contemplo bonito
meu peito adentro se comove.


Um minuto num tempo qualquer
acordo e sinto-me tão distante
nos olhos um brilho bem radiante
não deixo de pensar em ti se quer.


Numa viagem quase tão louca
sigo apenas o meu próprio destino
indo sem rumo e sem desatino.


Voam, assim, meus pensamentos
por este Mundo ser tão infinito
no tempo, o silêncio do espírito.


Celso Ant. Dembiski