quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Alma Ferida



Como lâminas que cortam profundamente, sinto em minha pele o frio do aço, cortando sem dó nem piedade, descendo nas profundezas da minha carne, dilacerando sem poder conter a angustia sofrida, vai deixando marca por onde vai passando, sinto como se estivesse sangrando minha alma.

Em meu peito sinto este impacto, fazendo-me ficar tremulo dos pés a cabeça, num formigamento tão crescente, que os pés parecem grudar no chão, não conseguindo mexer um centímetro sequer, num desespero que vai dilacerando por dentro, com medo de não conseguir ficar em pé, por um grande vazio que habita meu ser.

Apenas e tão somente, por sentimentos que me ferem, faz com que a magoa seja inevitável, produzindo assim, uma carga tão grande e negativa, que faz o coração bater acelerado, criando uma série de sentimentos negativos conseguindo atingir minha própria alma, fazendo com que lágrimas sejam derramadas, como se fosse apenas sangue.

Celso Ant. Dembiski