quarta-feira, 7 de julho de 2010

Dois corpos



Dois corpos nus se entregam
na penumbra de quatro paredes
entre o sexo e o amor desejado
os pecados vêm nos pensamentos
se transformam nos bons momentos
quebrando os tradicionais tabus
que dizem não ter nexo.

Dois corpos nus se amam
embalados pelos bons sentimentos
aos toques que são mais ousados
descobrem um mundo diferente
procurando nos arroubos ardentes
entre os macios lençóis de cetim
suados numa entrega sem fim.

Dois corpos nus se completam
extasiados pelo puro prazer
a libido emana pelos poros
embalados pelos pecados do amor
perdidos como dois apaixonados
colam pela cama toda desfeita
extenuados pelo sexo sem pudor.

Celso Ant. Dembiski