quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nua, Lua



Nua, transcende
prateada e serena
brilha, cheia
move-se livre
solta no tempo
seduz, indolente
valente impera.

Nua, caliente
se inflama
pura se esconde
eterna, brilha
produzindo fagulhas
soltas no vento
mostra-se intensa.

Nua, submissa
inspira sonhos
demonstra pureza
inflama paixões
acolhe corações
adota poetas
sem peso algum.

Nua, desfila
nos olhos, cintila
percorre o espaço
encanta, fascina
extasia meu ser
rouba minha alma
ao novo amanhecer.

Celso Ant. Dembiski